Just as Jean Baudrillard long ago warned, the hyperreal, simulational world of derivatives, credit swaps, and mortgage backed securities long ago blasted off from material reality, reaching escape velocity, and then orbiting the world as star-like high finance satellites -- purely virtual satellites which have no real meaning for the rest of us as long as they stay in space as part of the alienated, recursive loops of advanced capitalism. But when the meltdown suddenly happens, when that immense weight of over-indebtedness and toxic mortgages and credit derivates plunge back into the gravitational weight of real politics and real economy, we finally know what it is to live within trajectories of the catastrophic. Economists are quoted as saying the financial crisis effects "everyone on earth." Is this Virilio's "global accident?" Quite certainly it is panic finance: that moment when the credit mechanisms necessary for capitalist liquidity slam shut, a time made to measure for Virilio's brilliant theory of bunker archeology, with each bank its own toxic bunker of junk assets, each banker a born again socialist. For example, always vigilant automatic circuit breakers working in the darkness of night recently prevented a global plunge of the futures market. Allan Greenspan throws up his hands, exclaiming "I'm in shocked disbelief."
Rosalie et moi, traînées par ces deux scélérats, nous regagnons les appartements ; les portes se ferment. La malheureuse fille de Rodin est attachée aux colonnes d'un lit, et toute la rage de ces furieux se tourne contre moi ; je suis accablée des plus dures invectives, et les plus effrayants arrêts se prononcent ; il ne s'agit de rien moins que de me disséquer toute vive, pour examiner les battements de mon cœur, et faire sur cette partie des observations impraticables sur un cadavre. Pendant ce temps on me déshabille, et je deviens la proie des attouchements les plus impudiques. - Avant tout, dit Rombeau, je suis d'avis d'attaquer fortement la forteresse que tes bons procédés respectèrent... C'est qu'elle est superbe ! admire donc le velouté, la blancheur de ses deux demi-lunes qui en défendent l'entrée jamais vierge ne fut plus fraîche. - Vierge ! mais elle l'est presque, dit Rodin. Une seule fois, malgré elle, on l'a violée, et pas la moindre chose depuis. Cède-moi le poste un instant...
Agora e na hora do antifascismo, resta-me desejar a todos os meus ilustres camaradas-pavões de ofício cinematográfico, de quem sempre disse horrores, não por empenho missionário mas por mero desabafo de rotina, que consigam, com a queda do miserável regime que os vitimou, expulsar a profunda imbecilidade dos filmes que fizeram e reencontrar, enfim, aquilo que, durante a asfixiante opressão, nunca deram mostras de possuir: dois dedos de imaginação, uma pitada de inteligência, um nadinha de subtileza e delírio, uma nesga de rigor poético. (...) É preciso afiar, quanto antes, o dente cinematográfico para que o cinema seja capaz de triturar, digerir e cagar realidade. Só assim poderá ter uma função transformadora. Se o cinema não correr mais veloz que a realidade, corre o risco de a subjugar como um pálido reflexo. Estou profundamente convencido que, infelizmente, esse cinema neoparasitário será o cinema dominante na sociedade portuguesa como, aliás, sempre foi, aqui e em toda a parte. O meu drama é que fui dado como incapaz para todo o serviço militar e não sei muito bem se, disciplinadamente, me devo colocar atrás ou à frente dos canhões. Uns tipos da política já me explicaram que é consoante: sempre atrás, na Metrópole, sempre à frente, nas colónias. Pelo sim, pelo não, acho que vou ficar agachado, que é como sempre estive e hei-de estar. A única diferença é que agora conheço (mal) uns tipos que já se desmarcaram para postos de comando e que, curiosamente, já me pareciam um tanto bichosos e bem nutridos, no regime anterior. Terei de cortar rapidamente relações com essa gentalha que, em moldes mais perigosos e delicados, se prepara para continuar a sugar as desgraçadas peles dos famélicos deste país. Acredito piamente na dialéctica da devoração e na impossibilidade de se construir um país habitável, enquanto houver quem coma e quem é comido. João César Monteiro, "O Pequeno Papelinho que (...)", O Cinéfilo, nº 33, 25 de Maio de 1974. Republicado no catálogo João César Monteiro, s.l., Cinemateca Portuguesa, s.d. [2005], pp. 514-515
* Entrevista aos Cahiers du Cinéma, nº 541, Dezembro de 1999. Traduzida e republicada em João César Monteiro, s.l., Cinemateca Portuguesa, s.d. [2005], pp. 436-446