Heterologias

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

 

Speculation / Especulação

Michelangelo Pistoletto, Divisione e Moltiplicazione dello Specchio, 1978

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sexta-feira, março 06, 2009

 

La Mariée était en noir

Jean Boulogne, "O Rapto das Sabinas", 1574-82, Firenze, Loggia della Signoria

'There he is, up to his neck, Jabotinsky, up with the leaders of the intellectual west? You didn't ever even get to where the Greeks were with their ethical & political debate, when yeer crowd were barely straggling back from Babylon, all misery & grudges, weren't they well shut of ye. Where's your Legal Title? What's this it says? Deuteronomy ch.20? Joshua ch.10 vv.28-42. You despise & slander the writings of the New Testament, yet you cite as your title to other people's land a rabid fairytale written down 700 years after the events it purports to describe? And you say your values are western? Your last two civilised rabbi emissaries, despatched to inspect the locale after the 1897 Zionist Congress in Basel reported back: "the bride is beautiful, but she is married to another man." Viktor Klemperer the Dresden Diarist wrote in 1934: the Nazis got their stupid Blut und Boden romanticism from ye.'

Sydney Bernard Smith, Sauce for the Gander, Lulu, 2007, p. 61

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segunda-feira, maio 21, 2007

 

O mesmo memé de outra maneira





































Rafael Bordalo Pinheiro, A Parodia, nº 95, 6 de Novembro de 1901, página 360



NO PAÍS DOS SACANAS

Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?
Todos os são, mesmo os melhores, às suas horas,
e todos estão contentes de se saberem sacanas.
Não há mesmo melhor do que uma sacanice
para fazer funcionar fraternalmente
a humidade da próstata ou das glândulas lacrimais,
para além das rivalidades, invejas e mesquinharias
em que tanto se dividem e afinal se irmanam.

Dizer-se que é de heróis e santos o país,
a ver se se convencem e puxam para cima as calças?
Para quê, se toda a gente sabe que só asnos,
ingénuos e sacaneados é que foram disso?

Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.
Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice,
porque no país dos sacanas, ninguém pode entender
que a nobreza, a dignidade, a independência, a
justiça, a bondade, etc., etc., sejam
outra coisa que não patifaria de sacanas refinados
a um ponto que os mais não são capazes de atingir.
No país dos sacanas, ser sacana e meio?
Não, que toda a gente já é pelo menos dois.
Como ser-se então nesse país? Não ser-se?
Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.
Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma.

10/10/1973

Jorge de Sena, 40 Anos de Servidão, Lisboa, Edições 70, s.d. [1989], p. 136

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sábado, maio 19, 2007

 

Hello, hello, Dolly!

Rafael Bordalo Pinheiro, A Parodia, 31 de Janeiro de 1900







Cá está o memé - e é catita:

"Jardim da Europa á beira-mar plantado"

(Thomaz Ribeiro, D. Jayme ou a Dominação de Castella, 1862)





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